Escola Almerinda apresenta resultados do “Escolas Orgânicas”

 

Publicado em: 19/08/2019 08:47 | Fonte/Agência: Fonte: Caroline Vicentini/NCS/PMI

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Escola Almerinda apresenta resultados do “Escolas Orgânicas”

Mais de 500 quilos de resíduos orgânicos já foram reciclados, por meio da compostagem, resultando em 280 quilos de substrato

    A Prefeitura Municipal de Ibiporã, por meio da Secretaria de Educação, e o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) apresentou nesta sexta-feira (02), às 14 horas, os resultados do programa “Escolas Orgânicas”, desenvolvido durante o primeiro semestre com alunos do terceiro ao quinto ano da Escola Municipal Professora Almerinda Felizetti do Nascimento. Haverá apresentação de paródia e teatro preparados pelas próprias crianças sobre os temas estudados durante o desenvolvimento do projeto.

    Houve também  apresentação teatral dos alunos sobre os temas estudados durante o projeto, com foco na preservação do meio ambiente.

    Estiveram presentes, o Prefeito Municipal João Coloniezi, a Secretária de Educação, Margareth Rodrigues Coloniezi, secretários municipais, representantes da imprensa e do corpo de bombeiros.

    O programa de educação ambiental transforma os restos de alimentos que sobram da preparação da merenda e resíduos verdes, tais como podas de gramas, pequenos galhos, jardins e hortas em adubo por meio do processo de compostagem do tipo aeróbia. Na compostagem aeróbia a decomposição é realizada por micro-organismos, os odores emanados não são agressivos e a decomposição é mais veloz. O material fica exposto e não há inserção de minhocas.

    Os alunos assistiram a palestras sobre separação, reutilização e reciclagem dos resíduos orgânicos, visitaram a sede do Samae e participaram de oficinas sobre adubação, preparo de mudas e compostagem. Além dos estudantes, toda a comunidade escolar se envolveu com o projeto – professores, equipe administrativa, cozinha e manutenção.

    As atividades tiveram à frente o coordenador de Resíduos Sólidos do Samae, Miguel Gardini. As composteiras foram construídas com material reciclável – pallets de madeira e galões de plástico. De acordo com Gardini, a adoção desta prática sustentável resultou em vários aspectos positivos, tais como maior consciência na hora de separar e destinar corretamente os resíduos, estimulando atitudes responsáveis; redução, reciclagem e reutilização de resíduos, diminuindo o desperdício de alimentos e melhora do comportamento e aprendizagem dos alunos envolvidos com o projeto. “Até agora foram reciclados 500 quilos de resíduos orgânicos que, por meio da compostagem, resultaram em 280 quilos de substrato (produto final do processo de reciclagem da fração orgânica)”, informa o coordenador.

    O adubo foi utilizado em floreiras onde estão plantadas flores, ervas medicinais e condimentos. O substrato também foi usado no plantio das árvores existentes no estacionamento.

 

    Esta é a segunda escola municipal de Ibiporã a participar do programa “Escolas Orgânicas”. O projeto também está sendo desenvolvido na Escola Municipal Prefeito Mario de Menezes. “Nossa meta é que o programa seja desenvolvido em todas as 28unidades educacionais da rede municipal de ensino. Desde 2017 o Samae vem trabalhando com educação ambiental na área específica de saneamento (água, esgoto e resíduos sólidos). O projeto “Escolas Orgânicas” está inserido dentro da área de resíduos, onde aplicamos o conceito desses três erres. Conseguimos já reduzir o desperdício na hora da merenda, por exemplo”, ressaltou Miguel Gardini. Ele acrescenta que as práticas sustentáveis aprendidas com o projeto são compartilhadas com as famílias dos alunos, através de orientação nos aspectos de separação e destinação correta dos resíduos, estimulando atitudes responsáveis quanto à redução, reciclagem e reutilização de resíduos.

 

    A secretária de Educação, Margareth Coloniezi, concorda que o projeto é de grande valia para o aprendizado cidadão dos alunos. “A criança aprende a ser paciente, observadora e com as próprias mãos encontra uma forma de melhorar o meio ambiente, porque esse produto evita o uso de adubos artificiais ou defensivos. Tudo se torna um processo educativo de sustentabilidade”, enfatiza Margareth.