Ibiporã traça metas para os próximos 20 anos com foco em universalização do saneamento

 

Publicado em: 25/08/2025 10:23 | Fonte/Agência: SAMAE

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Ibiporã traça metas para os próximos 20 anos com foco em universalização do saneamento

Revisão do Plano Municipal do Saneamento também cria plano de ação para emergências

Ibiporã, no Paraná, considerada referência em saneamento básico ao garantir 100% de abastecimento de água potável e 98% de cobertura de esgoto para a população na zona urbana, acaba de traçar metas para os próximos 20 anos com foco na universalização do saneamento. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (22), após a Lei da Política Municipal de Saneamento ser sancionada e estabelecer também planos de ações para emergências na cidade, como em casos de contaminações.

Entre os objetivos, estão: ampliação do abastecimento de água e monitoramento nos locais mais carentes e vulneráveis, inclusive de comunidades isoladas da zona rural; controle e regulação do sistema de abastecimento de água (saa); adequação do sistema de abastecimento de água para atender a demanda futura conforme o crescimento populacional; redução do risco de contaminação dos mananciais de abastecimento, uso racional, reuso e reaproveitamento da água; controle de sistemas individuais para esgotamento sanitário adotados na zona rural (incentivar a substituição de todas as fossas rudimentares da população dispersa por fossas sépticas) e manutenção visando a eficiência, solução de problemas e minimização do risco de contaminação, entre muitos outros.

Na área rural, onde 65% da população já possui acesso ao esgoto, o plano prevê a universalização progressiva desse serviço.

O plano também prevê medidas de resposta a situações emergenciais, como rompimento de adutoras, contaminação da água distribuída, extravasamento de esgoto ou vandalismo em equipamentos. Entre as soluções propostas estão a criação de protocolos de atendimento rápido, alternativas de captação emergencial e monitoramento contínuo da qualidade da água para prevenir riscos à saúde pública.

As metas foram elaboradas na revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico por uma empresa contratada, com aprovação da Secretaria de Serviços Públicos, Obras e Viação, que esteve à frente do projeto. Os investimentos para alcançar os objetivos são divididos em prazo imediato (2024-2025), curto (2026-2027), médio (2028-2031) e longo prazo (2032- 2043).

Universalização do saneamento básico - destaque nacional

Em Ibiporã, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE) é responsável pelo serviço de água, esgoto e resíduos sólidos. A autarquia foi a primeira organização municipal de saneamento a conquistar em todo seu escopo o prêmio internacional ISO 9001, uma norma que estabelece padrões de gestão de qualidade, na edição do ano de 2000. Com duas fontes de captação de água, o Ribeirão Jacutinga e o Aquífero Guarani, considerado a segunda maior reserva de água doce subterrânea do planeta, a cidade já ultrapassou as metas fixadas pelo Novo Marco Legal de Saneamento, em âmbito nacional, que estabelece metas para 2033 de que todos os municípios no Brasil atendam 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto.

De acordo com a diretora-presidente do SAMAE, Mari de Sá, “Nós estamos pensando no futuro, Ibiporã já está à frente do tempo com relação a saneamento, principalmente pela abrangência dos serviços de água e esgoto. Grande parte dos objetivos almejados estão sob responsabilidade do SAMAE, e várias outras com a Prefeitura Municipal de Ibiporã. Temos metas audaciosas, e toda a comunidade foi ouvida para a elaboração desses planos, isso é importante para identificarmos as maiores necessidades. A água da nossa cidade é motivo de orgulho, precisamos valorizar esse recurso e buscar sempre melhorias”.

O estudo que embasou a Política foi elaborado pela empresa contratada DRZ Geotecnologia e Consultoria, com base em dados técnicos, levantamentos de campo e informações de órgãos oficiais. Todo o território municipal foi considerado, incluindo áreas urbanas, rurais e comunidades mais vulneráveis. A participação da população foi fundamental: reuniões comunitárias, visitas técnicas e consultas públicas serviram para identificar as principais necessidades e validar as propostas apresentadas. O diagnóstico foi compatibilizado e organizado em ambiente SIG (Sistema de Informação Geográfica), permitindo análises detalhadas sobre abastecimento, esgoto, resíduos sólidos e drenagem.

A regulação estabelecida na lei define padrões de qualidade para os serviços, obrigações dos prestadores e direitos dos usuários, incluindo mecanismos de participação popular, como audiências públicas e colegiados consultivos. Também são previstas medidas financeiras, como tarifas progressivas e subsídios voltados a famílias de baixa renda.